terça-feira, 26 de maio de 2015

A mobilidade urbana e os crimes de corrupção em Parauapebas

O TRANSPORTE PÚBLICO DE PARAUAPEBAS É DESCASO COM A POPULAÇÃO

CORRUPÇÃO, DESCASO E HUMILHAÇÃO.
Como um grupo de motoristas dominam o sistema de transporte publico na cidade mais rica do Pará. Intimidação, partilha de poder, sonegação de troco, sonegação fiscal sob manto de trabalho cooperativo, corrupção na compra de ônibus, toda sorte de malandragem, cartel e irresponsabilidades. E tudo com o aval e confiança do prefeito Valmir da Integral.





O governo VALMIR DA INTEGRAL continua aprontando das suas. A frota de ônibus verdes que vai dominar a paisagem urbana chega sob o manto da suspeição. Primeiro precisa explicar como uma, duas, três cooperativas, se apossam de algo que a lei preconiza ser licitado abertamente. Nunca foi. Estes infelizes e inconsequentes vanzeiros nunca permitiram, sob intimidação, qualquer tipo de concorrência na cidade. Uniram a ponto de conseguirem de Valmir, a promessa de entregar o transporte urbano a eles e ainda, obter ajuda oficial – Banco da Amazônia, garantindo documentalmente a reserva ilegal para estes motoristas. Acontece que este sistema de transporte e estes profissionais são odiados pela população. As rotas das vans são desenhadas visando apenas a maximização do lucro deles, nunca pensando nos seus passageiros que são torturados, assassinados e humilhados cotidianamente por esta tropa miserável.
Com os ônibus circulando, finalmente com rotas e linhas, não atende nem 40% da demanda de transporte popular. Se não fossem as motos e os veículos particulares, estaria Parauapebas numa situação de calamidade publica.

E o formato da central jamais vai funcionar de fato. São 236 proprietários, que investiram dinheiro, tempo e recursos, além de esperança para ver o sistema funcionando. E como erraram. Em primeiro lugar não há tanto passageiro assim. Na ausência dos estudos balizadores de origem e destino e de fluxo veicular, formam rotas às escuras, apenas na vivencia cotidiana de cada um. Não dão fluxo ao sistema por desconhece-lo. Faltou ação publica, privatizando o transporte coletivo de maneira totalmente ilegal. E há decisão judicial para licitar o transporte. Mas o prefeito, “dono da lei e da ordem locais” simplesmente sonega.
 Mas a central de cooperativas não vai bem e jamais irá. A frota foi comprada as pressas, de forma particular e com corrupção. Dos 120 veículos chegaram apenas 60, ao custo total de 18 milhões de reais. Tirando o percentual do advogado, que embolsou cerca de 2 milhões de comissão e a OCB que levou seu percentual equivalente a 280 mil, ficaram o restante para pagar a frota. Não deu para o total ou sequer a metade do planejado pelos próprios cooperados.

E tudo feito as cegas, sem estudos, sem analises, sem fluxo de caixa ou plano de negócios. O advogado prometeu obter o financiamento sem as garantias reais e não conseguiu. Foi necessário a quitação de um terreno para oferecer em garantia. Não se conseguiu a garantia mínima do COOPERFAT – 3 anos e TJLP mais 12%. Fizeram um péssimo negocio, com carência de apenas seis meses.
E compraram ônibus Volari. Um veiculo desenhado para pequenas distancias intermunicipais, que não aguentam o trafego pesado do  pára e anda de cidade. A frota foi na sua totalidade adaptada para transportar deficientes, aumentando sobremaneira o peso dos veículos e sua funcionalidade. Seus motores já apresentam ruídos estranhos. Não fizeram a primeira revisão de fábrica. Ainda, o ar condicionado aumenta o consumo de combustível.

O pior, o sistema de bilhetagem foi contratado de duas empresas. Não funciona a contento. Estão perdendo dinheiro com os passageiros que não tem cartão ou não querem tê-lo. Os motoristas cobram e entregam se quiser por não ter um sistema de controle. A preocupação  e a insatisfação crescem em conjunto com a visão de que a maioria esta ferrada. O presidente é autoritário e tem autorização especial para não consultar nenhum dos associados quando comprar.

E fez a pior compra. Os micro ônibus Mercedes são muito melhores, mais baratos e próprios para trafego urbano.

Não sabem como pagar, haja visto terem feito negocio num momento de expressiva queda da população, da utilização de transporte coletivo e de falta de dinheiro na cidade. Correm o  risco de atrasarem prestações e mesmo de perderem os veículos.

Quanto a manutenção, limpeza e conservação da frota, tudo isto esta entregue ao destino. São feios e sujos o interior, com vários veículos circulando completamente lotados. A população esta raivosa, os associados nem todos estão felizes.

E para piorar ainda mais as coisas, a passagem urbana de Parauapebas elevou-se para R$2,70 mais cara que a passagem da capital. Todos estão irados. Não sabemos qual será o desfecho.
Sempre fomos pela licitação nacional para resolver o problema do transporte coletivo de Parauapebas. Mas na capital das máfias e da corrupção, vence quem oferecer mais “re$sultado”.