domingo, 17 de janeiro de 2016

Um mundo em transformação



Telha sustentável feita com fibras da Amazônia
Com informações da Agência Brasil 
A ecotelha está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas, mas ainda depende de financiamento para a produção em larga escala.[Imagem: Fapeam]










Ecotelha
Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) estão desenvolvendo uma "telha sustentável" - também no sentido ambiental.
Ela é feita principalmente com fibras naturais da Amazônia, como a malva e a juta, e com uma argamassa que inclui areia, resíduos de cerâmica e pouco cimento.
Essa composição, segundo o pesquisador João de Almeida Melo Filho, dá mais resistência ao material e pode melhorar a sensação térmica nas residências localizadas nas regiões mais quentes do país.
"Além de ter menos cimento em sua constituição, ela tem também areia, que se torna um material mais barato, além das fibras naturais. A matriz que utiliza o cimento é muito frágil e as fibras naturais é que vão dar a verdadeira resistência a esse material," disse ele.
Isso torna a ecotelha de fibras naturais superior às tradicionaistelhas de fibrocimento.
"O conjunto que a gente chama de 'material compósito', vai produzir um material com maior resistência mecânica. E a gente já verificou que tem maior desempenho térmico devido ao uso de resíduos cerâmicos", garantiu João de Almeida.
Renda para comunidades
Para o pesquisador, a ecotelha deverá ter boa aceitação pelos consumidores porque, além de ser mais barata, será parecida com as disponíveis no mercado, facilitando o trabalho de instalação e reposição em reformas.
Além disso, a utilização das fibras naturais para a produção das ecotelhas vai estimular o trabalho de produtores ribeirinhos, agregando renda às famílias e comunidades.
"A gente acredita que, pelo fato de o cultivo dessas fibras ser feito principalmente por comunidades ribeirinhas, a utilização dessas fibras no desenvolvimento de um material de construção e a possibilidade de que seja usado em grande escala vai incentivar essas comunidades a produzir e aumentar sua renda," disse o pesquisador.
Os primeiros protótipos da ecotelha deverão ficar prontos ao longo deste ano. Após essa etapa inicial, será necessário obter financiamento para adquirir o maquinário destinado à produção em larga escala.
Atualmente o projeto recebe o apoio apenas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, que concede R$ 50 mil para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.
     

Drone autônomo transporta passageiro
Redação do Site Inovação Tecnológica 


 O 184 é um drone sem controle remoto, capaz de levar um passageiro a 16 km de distância. [Imagem: eHang/Divulgação]
Drone com passageiro
No final das contas, os tão esperados carros voadores podem não derivar nem dos automóveis e nem dos aviões, mas dos drones.
A fabricante chinesa de drones eHang apresentou o seu modelo 184, um drone elétrico capaz de levar autonomamente um passageiro em um voo de até 23 minutos.
O veículo é um quadricóptero pesando 200 kg, com uma cabine fechada para um passageiro.
A empresa garante que ele pode levar uma pessoa a até 16 km de distância, ou voar por 23 minutos com picos de velocidades de até 100 km/h. Sua altitude máxima é de 3,6 km.
O tempo para recarga das baterias é de quatro horas.
Caro
Mas o preço não é pequeno, com estimativas entre US$200.000 e US$300.000 para as primeiras unidades, que a eHang planeja começar a vender ainda este ano.
O preço é similar a um helicóptero comum, com motor a combustão, mas que exige um extenso treinamento para ser pilotado.
Já o 184, segundo a empresa, é capaz de voar sozinho, de forma autônoma, graças a algoritmos que controlam tudo a partir da informação da rota desejada.
 O 184 exige pouco espaço na garagem, mas os rotores expostos são uma ameaça à segurança. [Imagem: eHang/Divulgação]
Rotores expostos
O maior entrave à comercialização do 184, contudo, não deverá ser convencer os potenciais clientes a dar tanto dinheiro pelo drone pessoal, mas convencer as autoridades nacionais de que o veículo é seguro e que seu controle de voo automatizado é confiável.
Além disso, os oito rotores expostos não combinam com a segurança exigida de um veículo para uso pessoal, que deverá pousar em áreas pequenas e repletas de pessoas.
Uma solução melhor foi encontrada pelos engenheiros que projetaram oVolocóptero, um helicóptero pessoal também elétrico que mantém seus 18 rotores bem acima da altura de um ser humano.
De qualquer forma, a União Europeia tem planos sérios de substituir carros por helicópteros pessoais, já com os rotores devidamente protegidos.