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terça-feira, 25 de maio de 2021

motos não pagarão pedágio , mais os carros terão aumento no pedagio.

 Para isentar motos de pedágio, governo vai elevar preço para demais motoristas

Para isentar motos de pedágio, governo vai elevar preço para demais motoristas

A mudança será viabilizada por meio do aumento de tarifas cobradas de motoristas de carros e também de caminhões

pós anunciar um pacote de benefícios para os caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro colocou em prática seu plano para isentar motociclistas do pagamento de pedágio. A mudança, que será viabilizada por meio do aumento de tarifas cobradas de motoristas de carros e também de caminhões, avança no momento em que o presidente promove eventos com motoqueiros, em tentativa de angariar apoio popular. O alvo da mudança são as futuras concessões de estradas, sem efeito para aquelas que já foram concedidas.

Mal recebida pelo corpo técnico do governo, a mudança já poderá valer para a nova concessão da Dutra, rodovia que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, para a BR-381/262, entre Minas Gerais e Espírito Santo, e a BR-116/493, do Rio a Minas Gerais, além do projeto de concessões de rodovias no Paraná.

A iniciativa foi confirmada em nota pelo Ministério da Infraestrutura e a previsão é gerar impacto de até 1% nas demais tarifas. "O Ministério da Infraestrutura informa que já estuda a retirada da cobrança de pedágio aos motociclistas para as novas concessões de rodovias federais e trabalha para viabilizar essa mudança nos projetos que estão em andamento. A gratuidade não deve gerar grande impacto nas tarifas, segundos os estudos", informou a pasta.

No caso da Dutra, os estudos apontaram que a gratuidade vai provocar impacto médio de 0,5% nas tarifas pagas pelos demais usuários. No Paraná, o benefício deve onerar o pedágio de carros e caminhões entre 0,31% e 0,60%.

A iniciativa vai obrigar o ministério a alterar projetos que já foram até enviados para aval do TCU - último passo antes da publicação do edital de concessão. É o caso da BR-381/262 e da Dutra. A rodovia que liga São Paulo ao Rio, hoje administrada pela CCR, é a estrela do programa de concessões de rodovias. A relicitação envolve 625,8 quilômetros, com investimento previsto de mais de R$ 14,5 bilhões.

O tratamento desigual entre os usuários já foi classificado como "retrocesso" pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). A posição foi dada quando Bolsonaro, ainda em julho do ano passado, lançou a ideia. À época, no entanto, o anúncio foi tratado internamente como promessa vazia.

Ontem, em nova nota, a ABCR afirmou que qualquer tipo de gratuidade "compromete" o equilíbrio das concessões, baseado no conceito de que, "quando todos pagam, todos pagam menos". A entidade estima que, em média, o impacto dessa isenção a motociclistas seja da ordem de 5% na receita de um projeto de concessão de rodovia.

Diante da insistência de Bolsonaro, a ala técnica procura amenizar a situação argumentando que o impacto médio para os demais usuários seria pequeno.

Os caminhoneiros já se posicionaram contra a medida. Para Aldacir Cadore, do Comando Nacional dos Transportes (CNT), mais um aumento poderá significar o colapso do transporte. "Está ficando inviável rodar."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Noticias:https://www.noticiasaominuto.com.br/economia/1807381/para-isentar-motos-de-pedagio-governo-vai-elevar-preco-para-demais-motoristas


domingo, 17 de abril de 2016

Novos recursos de controle



Controle de tráfego em tempo real pode ser alternativa a obras viárias para aumento de capacidade de vias
Aumento da infraestrutura de telecomunicações tem facilitado implantação de semáforos inteligentes
Por Gustavo Coltri
Edição 57 - Abril/2016


Sensores em campo 'contam' veículos para nortear ação de controladores e da central de gerenciamento de tráfego







A expansão das redes de fibra ótica nas grandes cidades brasileiras nos últimos anos, os investimentos em modernização de equipamentos e o estabelecimento de protocolos técnicos unificados para os fornecedores têm tornado mais fácil a disseminação dos sistemas de controle de tráfego em tempo real no País. Os semáforos inteligentes são capazes de reduzir o tempo de parada nos cruzamentos e aumentar a velocidade média dos veículos nas vias com muita variabilidade de movimento, além de permitir prioridade a ônibus municipais, ambulâncias e veículos a serviço do Estado. Por outro lado, são uma alternativa às obras civis de infraestrutura, nem sempre possíveis de realizar em decorrência de dificuldades financeiras das prefeituras e de desafios de execução.

A tecnologia garante maior eficiência no fluxo de carros nas interseções ao contar com um sistema adaptativo. Sensores instalados nas vias detectam o movimento de carros e passam os dados a controladores de tráfego capazes de definir localmente, por meio de uma análise algorítmica, a combinação mais adequada de tempos para um conjunto de semáforos interdependentes, priorizando a passagem de veículos na via que está com maior movimento. Já os controladores de tempo fixo, mais comuns, baseiam sua atividade em uma tabela de horários previamente estipulada com base em informações coletadas em campo (saiba mais da tecnologia inteligente na reportagem ao lado, da seção Soluções Técnicas).

A adaptabilidade dos semáforos em um curto período deve-se à eficiente comunicação do sistema - por meio de rádio, internet ou fibra ótica. Os sensores de detecção veicular são capazes de detalhar o fluxo de carros em cada cruzamento e transmitir rapidamente as informações aos controladores e à central de gerenciamento de tráfego. O processamento eletrônico garante também uma rápida resposta, fazendo com que o efeito da mudança de tempos semafóricos beneficie os mesmos veículos que a motivaram. Daí a expressão 'tempo real'. 'Para isso, as cidades necessitam de uma robustez na infraestrutura de comunicação', diz o professor Marcio Lobo Netto, do Núcleo de Ciências Cognitivas e Vida Artificial do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).