sexta-feira, 7 de abril de 2017

Infraestrutura é saúde



BNDES divulga as ofertas recebidas nos leilões dos estudos para concessão de serviços de saneamento em seis estados
Concorrências envolvem serviços no Maranhão, Pará, Pernambuco, Sergipe, Amapá e Alagoas
Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
31/Março/2017


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou os lances recebidos nos leilões para a contratação de estudos para concessão dos serviços em saneamento nos estados do Amapá, Alagoas, Maranhão, Pará, Pernambuco e Sergipe. Os pregões ocorreram neste mês de março.


Os consórcios EY/Felsberg/Muzzi/Ema e PwC/Loeser/Portela/EGIS ofereceram os menores valores nos leilões realizados no dia 15 para Alagoas e Amapá, respectivamente. Ao todo foram 34 ofertas, sendo 16 para o estado alagoano, onde o preço máximo atingiu R$ 19,2 milhões e o mínimo R$ 8,3 milhões, e 18 propostas para Amapá, com valor máximo de R$ 13,1 milhões e menor proposta de R$ 5,3 milhões.

Já os leilões realizados no dia 17 de março, tiveram como maior proposta o Consórcio AQUA pelos serviços no Maranhão, com oferta de R$ 8.537.000,00, e no Pará, com lance de R$ 6.240.000,00.

Por fim, as concorrências de Pernambuco e Sergipe foram realizadas no dia 21 deste mês, sendo que a maior proposta para o estado pernambucano foi do Consórcio Fator/Concremat/VGEP, com valor de R$ 7.876.000,00, e para Sergipe do Consórcio Sanear Brasil, com lance de R$ 4.375.900,00.

Os selecionados nas concorrências terão um prazo de seis a oito meses para conclusão dos levantamentos, que deverão indicar aos estados a proposta de modelagem de participação privada na prestação dos serviços, podendo ser em forma de concessão, subconcessão, parceria público-privada (PPP) ou alienação de ativos, dentre outros.
Segundo o BNDES, os resultados estão em processo de recurso e terão decisão das Autoridades Superiores divulgados até o dia 14 de abril.

terça-feira, 21 de março de 2017

Grandes cidades se organizando



Novos integrantes do Conselho Municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro são empossados
Sob a presidência de Ivan Pinheiro, equipe promete priorizar o eixo das Zonas Norte-Oeste
Luísa Cortés, do Portal PINIweb
17/Janeiro/2017

Tomaram posse na última segunda-feira (16) os novos integrantes do Conselho Municipal de Planejamento Urbano da Cidade do Rio de Janeiro (COPUR-Rio), que ocuparão seus cargos durante o biênio 2017-2018. Os arquitetos deverão propor e discutir alterações urbanísticas, que privilegiem o desenvolvimento socioeconômico da cidade.


Entre os profissionais escolhidos, está Augusto Ivan Freitas Pinheiro, que presidirá o conselho. Ele foi um dos responsáveis pela concepção do corredor cultural de preservação e revitalização do Centro, além de participar das ações de preparo da cidade para o projeto olímpico Rio 2016. É professor de urbanismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

A equipe também conta com o trabalho de Paulo Casé, José Cândido Niemeyer Soares, Pedro Rolim e Márcio Menezes, sendo os dois últimos funcionários de carreira da prefeitura. Paulo Hamilton Casé é responsável por diversos projetos arquitetônicos do Rio de Janeiro, assim como projetos de urbanização nos bairros de Ipanema, Bangu e na favela da Mangueira. Já José Cândido Niemeyer Soares tem como seu principal projeto a concepção do CIEP, em colaboração com Oscar Niemeyer.

Pedro Rodrigo Barbier Rolim, por sua vez, foi coordenador da Coordenadoria Geral dos Programas de Interesse Social da Secretaria Municipal de Urbanismo, responsável pelo licenciamento de projetos da política habitacional do Município, do Estado e da Federação. Márcio Menezes Lopes é integrante da Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, e também participou do projeto olímpico Rio 2016.

Segundo Freitas, a prioridade será a discussão sobre o eixo das Zonas Norte e Oeste, ao menos nessa fase inicial. Ele defende que a linha férrea seja incluída nos projetos, já que corte os principais bairros dessas duas regiões.

Fórum Urbanístico da Convenção Secovi-SP debate diretrizes globais e nova cultura
Ausência de visão de futuro é desastrosa para o desenvolvimento urbano, afirma especialista
Fabiana Holtz
30/Agosto/2016


 

Com o objetivo de disseminar o conceito de uma nova cultura urbana, a Convenção Secovi-SP promoveu um extenso debate sobre o tema durante o Fórum Urbanístico l, realizado nesta segunda-feira (29). Para analisar as diretrizes globais para o planejamento urbano, o evento reuniu Cláudio Bernardes, presidente do conselho consultivo do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), o arquiteto Arthur Parkinson, diretor presidente da Parkinson Desenvolvimento Imobiliário e o urbanista Carlos Leite, membro do Núcleo de Estudos Urbanos de São Paulo.

Presente nas discussões internacionais sobre soluções para o desenvolvimento das cidades de maneira sustentável, humana e planejada, Bernardes apresentou os 10 princípios para uma nova agenda urbana. "As cidades são verdadeiros motores de mudanças. Para funcionar, o planejamento urbano deve ter como centro as pessoas. Em um momento de eleições municipais acredito que é importante reforçar esses princípios", acrescentou.

A questão será foco da terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), que acontecerá em Quito, entre 17 e 21 de outubro. A última edição do encontro ocorreu em Istambul (na Turquia), em 1996.

Parkinson, por sua vez, apresentou um retrato do caos urbano, suas causas e propôs soluções. "A ausência de visão de futuro, de pensar no longo prazo, com ações
implementadas passo-a-passo e pactuadas com todos é desastrosa para o desenvolvimento urbano."

O arquiteto anunciou também que o projeto da cartilha "Por uma nova cultura urbana", nascido em 2014, está concluído. Produzida em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Senai e o Instituto Jaime Lerner (IJL), a publicação visa auxiliar as prefeituras no planejamento urbano. "É preciso mudar de rumo para evitar a catástrofe. O que o nosso setor pode fazer? Nós podemos e devemos ajudar, e muito. É o momento de nos reposicionarmos", afirmou.

A proposta de planejamento apresentada por Parkinson é estruturada em 30 anos, ou seis gestões, com o desenvolvimento de planos de mobilidade, de bairro e zoneamento (parâmetros urbanos). Nesse contexto, a gestão é fiscalizada de forma a garantir a continuidade do projeto. "Uma nova cultura urbana irá nos levar a uma cidade mais amiga. É gente nas ruas, nas calçadas, com a integração de todos os modais", concluiu.
Otimista, o urbanista Carlos Leite abordou detalhes do plano estratégico de Desenvolvimento Urbano Orientado pelo Transporte (DOT) criado para a região de Alphaville, Barueri e Santana de Parnaíba. O projeto tem uma visão de futuro de 40 anos. Isso significa que estará completamente implantado na década de 2050. "Existem muitas autoridades de municípios interessadas em implantar esse modelo de urbanização em suas cidades, mas não há capacitação", lamentou.

Leite elogiou o surgimento de mecanismos interessantes e inovadores para promover o DOT. Entre os instrumentos urbanos inovadores, o urbanista citou planos diretores contemporâneos, PPPs urbanas simplificadas; operações urbanas concentradas; Projetos de Intervenção Urbana (PIU) e planos estratégicos com visão de futuro.

Agenda urbana
A nova agenda urbana que será apresentada na Habitat lll apresenta 165 recomendações. Entre outros pontos, o documento pede que a Habitação seja tratada como uma das maiores prioridades para os governos nacionais e que a informalidade da moradia urbana seja reconhecida como um resultado da falta de habitação a preços acessíveis.

Pelo novo conceito de urbanização, as cidades devem ser:

1 - Socialmente inclusivas e envolventes;
2 - Acessíveis e equitativas;
3 - Economicamente vibrantes e inclusivas;
4 - Administradas coletivamente e governadas;
5 - Promover um desenvolvimento territorial coesivo;
6 - Regenerativas e resilientes;
7 - Ter pessoas que compartilhem os mesmos princípios e tenham o senso de pertencimento local;
8 - Bem planejadas, estruturadas para pedestres/ciclistas e ter transporte público
eficiente;
9 - Seguras, saudáveis e promover o bem-estar;
10 - Aprender e inovar.